Primavera – doenças e cuidados com as crianças

Nesta estação é comum a manifestação de viroses e doenças infectocontagiosas


Por Dra. Priscila Zanotti Stagliorio
Médica Pediatra e Médica de Emergência Infantil

A primavera é a estação de transição entre o inverno e o verão e, neste período, é muito comum ouvir dizer que existem surtos de doenças infantis. Isso não é mito! De fato, aumentam os casos de contágio entre as crianças e, também, em adultos. Entre alguns vírus estão a caxumba, varicela (catapora), rinite, conjuntivite, rubéola, sarampo e asma. Para evitá-las, é necessário (antes de mais nada) manter as vacinas em dia e adotar alguns cuidados básicos para minimizar possíveis infecções. Lembre-se que muitas doenças, infelizmente, ainda não possuem vacinas, então procure sempre orientações com seu pediatra para não praticar automedicação e diagnósticos errados por indicação de não especialistas. 

Embora a primavera seja a mais belas de todas as estações, com flores e muitas cores, o pólen delas está no ar e pode causar coriza, espirros, coceira e obstrução nasal. A garganta e olhos ficam mais irritados e, para os alérgicos, isso é um problema. Costumo, ainda, alertar os pais sobre esta estação, que devido à baixa umidade do ar e as mudanças repentinas de temperatura, é preciso ficar atento aos primeiros sinais de quaisquer possíveis infecções. Evitar ambientes fechados e com aglomerações é importante e, em casa, além de manter os locais arejados, pode-se usar bacias com água e umidificadores de ar para a baixar o pó e melhorar a respiração. Utilizar o álcool gel é outra boa medida para higienizar as mãos, brinquedos e locais compartilhados pelas crianças como na escola, por exemplo. Vejam as minhas dicas para que se possa aproveitar ao máximo e com saúde os dias mais coloridos do ano:

Dicas:
- Procure o pediatra para esclarecer dúvidas e para diagnósticos precisos.
- Mantenha os locais arejados, limpos e com umidificadores de ar (bacia com água, toalha molhada ou aparelhos apropriados para este fim).
- Nunca divida copos, chupetas e mamadeiras entre as crianças.
- Não exponha a criança com outras no caso dela estar doente, especialmente na escola. Em geral, a incidência de casos de infecção viral, comuns desta época do ano, acontecem em crianças entre três e sete anos.  
- Ofereça muita água e líquidos (sucos e chás) para hidratar e manter o corpo em equilíbrio, pois a pele também pode apresentar ressecamento e rachaduras devido o vento e tempo seco.
- Utilize soro fisiológico para hidratar as narinas e os olhos, pelo menos duas vezes ao dia.
- Para crianças com quadros de asma, bronquite e rinites, além de todos os cuidados citados, retire cortinas, bichos de pelúcia, tapetes e objetos que acumulem pó na casa e nos principais locais em que costumam ficar.

Saiba mais sobre as principais doenças desta estação e seus sintomas:


  • Roséola – com incidência entre 0 e 1 ano, inicia com febre alta e é transmitida pela saliva. A infecção é causada pelo vírus do herpes humano tipo 6 (HVH-6) e 7 (HVH-7). Os sintomas são febre alta entre 3 e 4 dias, coriza, falta de apetite, erupções no tronco que se expandem na direção do pescoço e nas extremidades podendo sumir em algumas horas ou em até três dias.
  • Escarlatina – é comum em crianças na idade escolar e derivada da bactéria Estreptococo Beta Hemolítico do grupo A. Os sintomas são dores no corpo, garganta, barriga, cabeça, erupção cutânea, mal-estar, náuseas e vômitos.
  • Varicela (catapora) – é causada pelo vírus Herpesvirus Varicellae e acomete mais crianças do que outras faixas etárias. Os sintomas são febre, dores de cabeça, cansaço, falta de apetite e aparecimento de bolhas avermelhadas e ou feridas na pele, sendo o rosto e tronco os mais afetados.
  • Caxumba – transmitida por contato direto com gotículas de saliva e ou pertences de pessoas infectadas pelo vírus Paramyxovirus, provoca dores musculares, calafrios, febre, fraqueza e dificuldade em mastigar ou engolir. 
  • Rinite alérgica – provocada por diversos fatores, chamados de alérgenos, causa reações diversas como, por exemplo, nariz entupido, secreção clara, irritação e coceira nasal.
  • Conjuntivite viral – altamente contagiosa, é provocada a partir de agentes tóxicos, alergias, bactérias ou vírus. Os sintomas são olhos vermelhos, coceira, irritação e lacrimejamento.
  • Rubéola – derivada do Rubella Vírus, o contágio se dá por meio de espirro ou tosse, transmitida de pessoa para pessoa. Também, pode ser passada de mãe para filho ainda na gestação. Os sintomas são erupções vermelhas na pele, febre, dores musculares e mal-estar constante.
  • Sarampo – transmitida pelo vírus Morbillivirus, passa de pessoa para pessoa por meio de saliva (tosse, espirros e fala) e secreções nasais. Os sintomas são exantemas (pequenas erupções) na pele de cor avermelhada, mal-estar, dores de cabeça e inflamação das vias respiratórias com catarro.
  • Asma – causada por inflamação crônica das vias aéreas, se manifesta a qualquer sinal de irritação. Os sintomas são tosse, chiado, cansaço e falta de ar.


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Sobre Dra. Priscila Zanotti Stagliorio
É médica pediatra há mais de dez anos, atua na zona norte de São Paulo, em consultório particular, no Pronto Socorro do Hospital São Camilo – unidade Santana, e na rede Dr. Consulta – unidades Tucuruvi e Santana. Em seu currículo possui diversas participações em congressos, cursos de especialização e atuações em prontos socorros, clinicas e ambulatórios médicos da grande São Paulo – Capital. Oferece curso personalizado para gestantes e mamães com recém-nascidos, com o objetivo de ajudá-las na mais importante missão de suas vidas: ser mãe. Para solicitar informações sobre os cursos escreva para:  priscilazs@yahoo.com.br / dicasdepediatraemae@gmail.com - coloque no assunto a informação que deseja saber e ou solicitar. O consultório está localizado na Av. Leôncio de Magalhães, 395, Santana- SP / 11- 2977-8697.

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Jornalista Carina Gonçalves
11-4113-6820 / contato@jcgcomunicacao.com.br

Bronquiolite – doença comum no inverno

Bronquiolite – doença comum no inverno




A doença, que pode ser confundida com resfriado e gripe,
deve ser tratada assim que diagnosticada para evitar gravidade

Por Dra. Priscila Zanotti Stagliorio

No período mais frio, muitos pais sofrem por conta de seus filhos apresentarem doenças infectocontagiosas e pouco se pode fazer para evitar. A contaminação pode se dar na escola, no parque, no shopping, em casa ou mesmo na rua. Por se tratar de um período mais seco, as crianças – especialmente as menores – são mais suscetíveis devido à baixa imunidade e, ainda, podem confundir o diagnóstico por apresentarem sintomas de gripe e resfriado, dos quais muitas vezes podem ser de outras enfermidades até mais graves. Hoje vou falar sobre a bronquiolite, seus sintomas, tratamentos e dicas de como evitar o contágio.

O que é Bronquiolite
            Trata-se de uma doença provocada por diversos vírus, tendo como mais comum o sincicial respiratório (VSR), que causa a inflamação dos bronquíolos – parte final dos brônquios – e apresenta sintomas de infecções virais da via aérea superior, com febre e coriza. Por isso o diagnóstico, nos primeiros dias, pode ser confundido com outras doenças.


Contágio:
O contágio se dá da mesma maneira que outros vírus, por meio do ar, pelo contato direto com saliva (gotículas), espirros, objetos contaminados (brinquedos, chupetas, mamadeiras, etc.).

Sintomas:
            Além da coriza e febre, como mencionei, os principais sintomas desta doença são tosse e chiado no peito (via aérea inferior), que começam a aparecer entre o quarto e sexto dia após o contágio. A criança pode apresentar dificuldade de respirar, cianose (cor azulada da pele em região dos lábios e unhas), fadiga, febre e taquipneia (respiração rápida).

Faixa etária mais suscetível:
            Crianças menores de um ano são as mais propensas e sensíveis ao contágio, porém, há incidência até os dois anos de idade.

Diagnóstico:
            O diagnóstico pode ser realizado por meio de exame físico e observação dos sintomas (tosse, chiado e febre). Há casos de necessidade de exames específicos como de sangue e análise do muco. Vale lembrar, ainda, que o tempo para o diagnóstico preciso pode variar de caso para caso, pois os sintomas da bronquiolite são similares a de outras doenças respiratórias como gripes, resfriados, sinusite e renites, comuns neste período de seco.

 

Tratamento:
            Somente o médico pediatra é capaz de garantir o melhor tratamento para a criança com sintomas de qualquer doença. Nunca automedique seu filho, pois pode causar problemas de saúde, além de contribuir para possíveis surgimentos de superbactérias (àquelas que são resistentes aos medicamentos). Em geral, o tratamento se dá no ambiente familiar, sem a necessidade de internações (somente para casos mais graves associados com outras enfermidades). Lembre-se: siga corretamente as orientações do pediatra e nunca finalize o tratamento antes da data prevista e recomendada pelo médico.

 Dicas:
No inverno o clima é mais seco, com menor chance de chuva e, por conta disso, alguns cuidados devem ser tomados para evitar problemas respiratórios. Abaixo listo algumas dicas:
- Se possível retire cortinas e tapetes para não acumular pó;
- Pane pano úmido ao invés de varrer (se possível);
- Utilize um balde com água ou toalha úmida nos ambientes para manter o local mais agradável – cuidado com os umidificadores de ar, pois sem a higienização correta podem contribuir para a proliferação de bactérias;
- Ofereça muita água e hidrate a criança ao longo do dia;
- Locais fechados e com grande concentração de pessoas são propícios ao contágio de bactérias e doenças do trato respiratório;
- Opte por alimentos mais naturais e saudáveis. Nos dias mais quentes, pode oferecer sopas com legumes e proteínas;
- Sempre tenha trocas de roupas para períodos de calor e clima mais ameno, característicos desta estação;
- Aproveite a estação do ano que oferece diferentes climas em um único dia;

 - Ao primeiro sinal de doença respiratória, fale com o pediatra de costume e ou, em emergências, procure o pronto atendimento infantil para o diagnóstico correto da criança.

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Crupe Viral e Bacteriana

Com um nome pouco conhecido pelos leigos, a doença é mais comum do que imaginamos



Por Dra. Priscila Zanotti Stagliorio
Pediatra e médica de emergência infantil

Com sintomas parecidos ao de doenças respiratórias como gripes e resfriados, a Crupe ou Laringotraqueobronquite viral ou bacteriana é transmitida pelos vírus Parainfluenza (tipo 1, 2 e 3), Enterovírus, Vírus do Sarampo, Rinovírus, Adenovírus, Mycoplasma pneumoniae, Influenza A e B, e o vírus respiratório sincicial.
As vítimas desta enfermidade estão na faixa etária de 6 meses a 7 anos de idade, com possibilidade de maior incidência aos 18 meses. Embora trata-se de uma infecção comum no outono e inverno, também se manifesta durante o verão e a primavera.

Entenda o que é Crupe:
A Crupe compromete as vias aéreas superiores e inferiores, apresentando tosse, rouquidão e dificuldade de respirar. Os sintomas tendem a piorar a noite e entre os cuidados mais importantes é manter a criança calma para evitar o choro e, assim, evitar o aumento da pressão torácica negativa gerando possível esgotamento do aparelho respiratório. Em outras palavras, a criança pode ter dificuldade em respirar e à medida que se desespera, pode ocorrer complicações que precisem de atendimento emergencial. 


Contágio:
O contágio se dá pelo ar, por meio da inalação de gotículas de saliva (espirro e tosse), ou contato com objetos infectados. A Crupe responde por cerca de 1,5% a 6% das doenças do trato respiratório na infância, com maior número de casos no outono e inverno, mas pode se manifestar durante o ano todo.

Sintomas:
A doença inflama a laringe, brônquios, bronquíolos, traqueia e parênquima pulmonar, causando desconforto respiratório. A maioria dos casos dura em torno de 3 ou 4 dias, resolvendo-se espontaneamente. A hospitalização é indicada nos casos mais graves com persistência ou agravamento da insuficiência respiratória, fadiga, taquicardia, cianose ou hipoxemia e desidratação.
Nos três primeiros dias, após a infecção, a criança pode apresentar febre baixa, tosse leve e coriza (nariz escorrendo). Ao longo de uma semana ou menos (variando de individuo para outro), os sintomas ficam mais agressivos e comprometem as vias respiratórias, com desconforto intenso, tosse “de cachorro”, chiado no peito ao respirar, rouquidão e muita dificuldade de respirar e, principalmente, inspirar.

O que fazer:
Aos primeiros sinais de infecção, é importante observar as condições gerais da criança. Como já dissemos, os sintomas podem confundir com outras doenças como gripe, asma e até resfriados. Fique alerta, pois a obstrução das vias respiratórias pode ser perigosa.
Quando a criança apresenta dificuldade em respirar, mantenha-a calma para que não chore e aumente a ansiedade dificultando a inalação de ar. Coloque a criança no banheiro com o chuveiro ligado para fazer vapor e melhorar a respiração enquanto tenta falar com o médico pediatra de costume. Se a crise for superior ao período de 10 minutos, prepare-se para ir ao pronto socorro infantil e receber atendimento imediato, com possível solicitação de exames, raio x e aferição das condições físicas da criança.


Tratamentos:
A Crupe é mais comum pela infecção viral e o uso de antibióticos só é recomendado no quadro bacteriano. O tratamento corresponde ao diagnóstico identificado pelo médico. Em geral, o acompanhamento pode ser feito em casa, com cuidados comuns e essenciais para a qualidade de saúde da criança. Evitar exposição ou atividades que comprometam as vias respiratórias é importante nos períodos de crise e durante alguns dias após as melhoras dos sintomas. Manter os ambientes limpos, com renovação do ar (janelas abertas) e vaporizadores pode fazer diferença na recuperação e, também, para evitar novos colapsos.


Considerações finais:
Nunca automedique a criança ou tente utilizar inalações caseiras sem prescrição médica. Ao iniciais sintomas de falta de ar ao respirar e inspirar, tente falar com o médico de costume, caso não tenha êxito, vá para o hospital, mas mantenha a criança calma (dentro do possível) para não piorar o quadro.


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Pneumonia Infantil – conheça os principais cuidados


Para a cura, é essencial aplicar o tratamento já nas 
primeiras 48h após os primeiros sintomas



Por Dra. Priscila Zanotti Stagliorio
Pediatra e médica de emergência infantil

No texto de hoje falo sobre a pneumonia infantil, outra doença viral que compromete o trato respiratório e deixa a criança apática, com falta de apetite, dificuldade em respirar e, nós, os pais de cabelo em pé. Realmente é um tema que preocupa e merece atenção. Vou explicar quais são os principais sintomas, como identificar e falar sobre os cuidados essenciais para evitar ou tratar o problema.

O que é Pneumonia:
A pneumonia é uma doença de cunho inflamatório que pode ser originada de bactérias, vírus, fungos e ou parasitas no pulmão e afeta os alvéolos (sacos de ar microscópicos). Temos milhões de alvéolos no pulmão, que compõem as estruturas estéreis, livres de quaisquer microrganismos causadores de doenças. Seus principais agentes de contágio são os Streptococcus pneumoniae, Pseudomonas aeruginosa, Klebsiella pneumoniae, Staphylococcus aureus, microplasma, clamídia e Hemophilus.

Contágio:
Diferente de gripes, resfriados e outras infecções respiratórias, a pneumonia não é transmitida de pessoa para pessoa. Acontece por diversos fatores ligados ao indivíduo como, por exemplo, baixa imunidade, doenças crônicas, acamados e ou hospitalizados por longos períodos, sequelas de doenças como tuberculose, bronquiectasias e fibrose cística. Existe também o risco de pneumonia por aspiração, quando a criança aspira o próprio vômito permitindo a entrada de líquidos e bactérias no pulmão. Isso pode ocorrer com bebês que ainda não sabem tossir, engolir a saliva ou expelir secreções, com crianças acamadas e inconscientes. Em geral, uma pessoa doente com pneumonia não precisa ficar isolada de outras saudáveis.



Sintomas:
Os sintomas podem ser confundidos com outras doenças do trato respiratório como, por exemplo, gripes e resfriados, e, nas crianças, quando não tratadas adequadamente pode deixar sequelas e ou mesmo levar ao óbito. Entre os desconfortos comuns os pacientes apresentam quadros de febre alta (acima de 38,5º), dificuldade em respirar, falta de ar, confusão mental, mal-estar, dor no peito, tosse e secreção purulenta (esverdeada), falta de apetite e procrastinação (sem vontade de brincar e ou fazer outras atividades). Em média os sintomas de pneumonia se apresentam em até 72 horas, caracterizando o quadro e a necessidade de intervenção medicamentosa.


Faixa etária mais suscetível:
            Crianças menores de cinco anos são as mais propensas e sensíveis para desenvolver quadros de pneumonia, mas a enfermidade pode ocorrer em diferentes faixas etárias.

Diagnóstico:
            O diagnóstico pode ser realizado por meio de exame físico e observação dos sintomas (tosse, chiado, secreção e febre). Há casos de necessidade de exames específicos como de sangue e análise do muco. Somente o médico será capaz de identificar as causas e o melhor tratamento para quadros de pneumonia, assim como a conduta de exames, procedimentos e até internações.

Tratamento:
            Somente o médico pediatra é capaz de garantir o melhor tratamento para a criança com sintomas de qualquer doença. Nunca automedique seu filho, pois pode causar problemas de saúde, além de contribuir para possíveis surgimentos de superbactérias (àquelas que são resistentes aos medicamentos). Em geral, o tratamento se dá no ambiente familiar, sem a necessidade de internações (somente para casos mais graves associados com outras enfermidades). Lembre-se: siga corretamente as orientações do pediatra e nunca finalize o tratamento antes da data prevista e recomendada pelo médico.

Vacinação: 
            É importante manter as vacinas em dia para manter a criança protegida contra doenças. Na rede pública e particular estão disponíveis vacinas anti-pneumocócicas para menores de 2 anos de idade. Antes de sair correndo para vacinar as crianças, é importante receber orientações do pediatra e saber qual o momento correto (faixa etária).


Dicas:
- Mantenha uma alimentação saudável e dê preferência para alimentos orgânicos e não industrializados.
- Ofereça muita água e hidrate a criança ao longo do dia.
- Ao primeiro sinal de doença respiratória, fale com o pediatra de costume e ou, em emergências, procure o pronto atendimento infantil para o diagnóstico correto da criança.
- Mantenha repouso a criança e evite manda-la para escola quando doente.
- Ao tomar banho, evite correntes de ar que podem ocasionar “choque térmico”, assim como use roupas apropriadas com o clima de cada estação.
- Nunca automedique a criança, isso pode colocar a vida dela em risco e favorecer o aparecimento de superbactérias.


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