Caxumba – cuidado que ela pode te pegar!



Caxumba – cuidado que ela pode te pegar!

Comum no inverno, também pode ser transmitida no outono e afetar homens e mulheres



Por Dra. Priscila Zanotti Stagliorio
Pediatra e Médica de Emergência Infantil


            Não é novidade que no outono é comum as crianças e adultos sofrem com doenças infectocontagiosas e, também, os prontos-socorros ficarem mais cheios por conta disto. Entre as doenças de maior incidência nos períodos mais secos e frios está a caxumba, que tem seu ápice no inverno, porém já começa a se manifestar desde já.

            Diferente do que se pensa no dito popular, a caxumba não é uma doença exclusivamente masculina e também atinge as mulheres e crianças de todas as idades. E os sintomas não se limita apenas no inchaço do pescoço. No texto de hoje pretendo esclarecer mais sobre este tema e desmistificar quaisquer dúvidas das pessoas.

O que é a Caxumba:
            Embora a doença seja mais comum na infância, em especial nos meses de inverno e início da primavera, ela também pode acometer adultos e de ambos os sexos. Caracterizada pela inflamação das glândulas parótidas, submaxilares e sublinguais – todas localizadas entre a região do pescoço e maxilar – é causada pelo vírus da família Paramyxovirus.


Transmissão:
            O tempo de incubação da doença é variável entre 14 e 25 dias e a transmissão pode acontecer a partir do segundo e nono dia após o contágio, que se dá pelo contato direto com gotículas de saliva e ou pertences de pessoas infectadas, igualmente ao de outras doenças de trato infeccioso. Em geral, pode acontecer em ambientes fechados e com pouca circulação de ar, típico de estações como outono, inverno e início de primavera.

            Não é comum a pessoa que foi infectada uma vez manifestar a doença pela segunda vez, pois adquire imunidade ao vírus. No entanto, se a infecção acontecer apenas de um lado, pode se manifestar do outro em um novo momento.
           
Sintomas:
        Os sintomas podem ser confundidos inicialmente com outras doenças por apresentar, por exemplo, dores musculares, calafrios, febre e fraqueza. Posteriormente, acontece dificuldade em mastigar ou engolir, com inchaço na região do pescoço ou papada, como é conhecido popularmente.
           

      Os sintomas têm duração entre 5 e 7 dias, sendo necessário o acompanhamento médico, especialmente quando evolui para os testículos (homens) e ovários (mulheres) causando infertilidade. Ainda, em alguns pacientes pode evoluir para outras enfermidades como pancreatite, meningite asséptica, neurite e surdez.

Tratamento:
            O tratamento é feito com medicação para aliviar os sintomas, como medida paliativa, já que não existe algo de fato recomendado para combater a doença. Recomenda-se repouso por sete ou mais dias até que o enfermo esteja sem sintomas ou dor.  Torna-se essencial o acompanhamento do médico, especialmente para as crianças.


            Uma das maneiras mais eficazes de evitar o contágio é a vacina, disponibilizada na rede pública dentro do calendário básico de vacinação, inclusa na dose tríplice viral, sendo a primeira dose aplicada aos doze meses de vida do bebê e depois entre 4 e 6 anos. Pessoas que não tomaram na infância ou adolescência, assim como os pacientes imunodeprimidos e mulheres gestantes podem tomar na fase adulta. Por tal, é importante sempre manter as vacinas em dia.

Conheça outras doenças comuns na infância:

·         Roséola com incidência entre 0 e 1 ano, inicia com febre alta e é transmitida pela saliva. A infecção é causada pelo vírus do herpes humano tipo 6 (HVH-6) e 7 (HVH-7). Os sintomas são febre alta entre 3 e 4 dias, coriza, falta de apetite, erupções no tronco que se expandem na direção do pescoço e nas extremidades podendo sumir em algumas horas ou em até três dias.
·         Escarlatinaé comum em crianças na idade escolar e derivada da bactéria Estreptococo Beta Hemolítico do grupo A. Os sintomas são dores no corpo, garganta, barriga, cabeça, erupção cutânea, mal-estar, náuseas e vômitos.
·         Varicela (catapora)é causada pelo vírus Herpesvirus Varicellae e acomete mais crianças do que outras faixas etárias. Os sintomas são febre, dores de cabeça, cansaço, falta de apetite e aparecimento de bolhas avermelhadas e ou feridas na pele, sendo o rosto e tronco os mais afetados.
·         Rubéola derivada do Rubella Vírus, o contágio se dá por meio de espirro ou tosse, transmitida de pessoa para pessoa. Também, pode ser passada de mãe para filho ainda na gestação. Os sintomas são erupções vermelhas na pele, febre, dores musculares e mal-estar constante.
·         Sarampotransmitida pelo vírus Morbillivirus, passa de pessoa para pessoa por meio de saliva (tosse, espirros e fala) e secreções nasais. Os sintomas são exantemas (pequenas erupções) na pele de cor avermelhada, mal-estar, dores de cabeça e inflamação das vias respiratórias com catarro.

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Sobre Dra. Priscila Zanotti Stagliorio
É médica pediatra há mais de dez anos, atua na zona norte de São Paulo, em consultório particular, no Pronto Socorro do Hospital São Camilo – unidade Santana, e na rede Dr. Consulta – unidades Tucuruvi e Santana. Em seu currículo possui diversas participações em congressos, cursos de especialização e atuações em prontos socorros, clinicas e ambulatórios médicos da grande São Paulo – Capital. Oferece curso personalizado para gestantes e mamães com recém-nascidos, com o objetivo de ajudá-las na mais importante missão de suas vidas: ser mãe. Para solicitar informações sobre os cursos escreva para:  priscilazs@yahoo.com.br / dicasdepediatraemae@gmail.com / contato@jcgcomunicacao.com - coloque no assunto a informação que deseja saber e ou solicitar. O consultório está localizado na Av. Leôncio de Magalhães, 395, Santana- SP / 11- 2977-8697.


Colaboração textual:
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Jornalista Carina Gonçalves
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