Saiba mais sobre a Febre Amarela

Saiba mais sobre a Febre Amarela

Mortes pela doença já foram confirmadas dentro do perímetro urbano
e a vacina se faz importante para evitar surtos


Por Dra. Priscila Zanotti Stagliorio
Pediatra e Médica de Emergência Infantil

               Novamente falo sobre a Febre Amarela e como se dá o contágio, sintomas e complicações devido às ultimas confirmações de morte de humanos no Estado de São Paulo. Vale dizer que o texto de hoje também serve e é indicado como esclarecedor para todas as regiões que apresentam risco de contágio.

        Só para que possam entender melhor, segundo dados do Portal do Ministério da Saúde, as regiões de maior risco de infecção por contágio do vírus da febre amarela são as regiões de matas e rios dos Estados da Região Norte e Centro-Oeste, bem como parte da Região Nordeste (Estado do Maranhão, sudoeste do Piauí, oeste e extremo-sul da Bahia), Região Sudeste (Estado de Minas Gerais, oeste de São Paulo e norte do Espírito Santo) e Região Sul (oeste dos Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul). Locais dentro do perímetro urbano também estiveram no grupo de risco, entre eles parques ecológicos com população de primatas que foram infectados e vieram a óbito por conta desta doença.

           Preciso dizer, ainda, que a transmissão não se dá de pessoa para pessoa, tão pouco de macacos para humanos. Logo abaixo vou explicar melhor. Devido a isso, no último dia 10 de janeiro de 2018, o Governo Paulista anunciou a reabertura dos Parques do Horto Florestal, da Cantareira e Ecológico do Tietê após ficarem sem acesso ao público por quase três meses. Na ocasião, o fechamento se deu para a vacinação em massa da população local e de frequentadores com o objetivo de evitar surtos da doença, especialmente, após serem encontrados macacos mortos por contágio do vírus da febre amarela.

          Atualmente, para quem chegar nestes parques, há o alerta (em faixas na entrada) sobre o perigo de contrair a doença caso a pessoa não tenha se vacinado e aguardado os 10 das para proteção total. Portanto, não frequente locais de risco caso não tenha tomado a vacina e ou tenha crianças menores de 9 meses e idosos acima de 60 anos que também não puderam se imunizar por recomendações médicas. Saibam mais sobre a febre amarela e como podemos nos prevenir.


Tipos de Febre Amarela:

·         Febre amarela urbana – transmite o vírus flavivírus e é caracterizada pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti, o mesmo que transmite dengue, Chicungunha e Zika Vírus. Desde 1942 não há registro deste tipo de doença no Brasil.

·         Febre amarela Silvestre – também transmite o vírus flavivírus, mas o mosquito se contamina originalmente com a primeira picada em primatas não-humanos (macacos) que vivem em florestas tropicais. Os vetores são as fêmeas dos mosquitos Haemagogus e o Sabethes, que vivem nas matas e na beira dos rios.

Transmissão:
         Vale ressaltar que a transmissão da febre amarela não ocorre de pessoa para pessoa e sim quando um mosquito pica uma pessoa e ou um primata (macaco) infectado e depois pica outra pessoa saudável. 


Vacina:

 A vacina é a maneira mais segura de evitar o contágio do vírus da família dos Flavivírus, que atinge humanos e outros vertebrados, e é constituída da cepa 17D, com vírus vivos atenuados, que imunizam e protegem. Sua ação tem poder proteção após dez dias de sua aplicação e está disponível na rede pública e particular para crianças a partir de nove meses de vida. 

Vale lembrar que não é recomendada para gestantes, mulheres amamentando, crianças antes dos 9 meses, pessoas imunodeprimidas, como pacientes com câncer, e maiores de 60 anos.


Desde abril de 2017, a vacina passou a ser dose única e válida para a vida toda. Essa determinação foi adotada pelo Ministério da Saúde após recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS). Para algumas regiões, ainda se uso o modo fracionário, que imuniza e protege por até 10 anos da doença. Verifique no Posto de Saúde e ou na Clínica Particular quais estão disponíveis para a sua proteção. 


Sintomas e evolução da doença:
        Os sintomas e a evolução da doença, ocorre entre três a seis dias após a picada do mosquito infectado. Por se tratar de uma doença viral aguda, as pessoas infectadas, em geral, além dos sintomas clássicos como febre, mal-estar, vômito, diarreia e calafrios, podem apresentar icterícia (pele amarelada), perda de apetite, náuseas, dores de cabeça e dores musculares, principalmente nas costas, hemorragias, anúria (comprometimento dos rins), hepatite, coma hepático e problemas cardíacos que podem levar ao óbito.

  
Diagnóstico e tratamento:
         Como a doença apresenta sintomas similares ao de outras, é ideal que seja feito um exame laboratorial para o diagnóstico correto. Em regiões com surtos, é importante recorrer ao posto médico ou hospital logo que os primeiros sintomas aparecerem para evitar epidemias ainda maiores. O tratamento requer atenção médica e suporte em hospital para que o quadro não evolua com gravidade. Embora não existam remédios específicos para aliviar e tratar os sintomas, nos casos graves é realizado diálise e transfusão de sangue. Vale dizer que é importante manter a hidratação e evitar o uso de antitérmicos com ácido acetilsalicílico.

Recomendações:
·         Aos menores sintomas da doença, procure um posto de saúde e relate ao médico os sintomas manifestantes.
·         Se você vai viajar ou visitar regiões com possíveis surtos ou casos de febre amarela, é importante vacinar-se com pelo menos dez dias de antecedência.
·         O uso de repelentes é indicado, desde que atenda a faixa etária e recomendações do médico – para crianças, fale sempre com o pediatra antes de aplicar (para evitar alergias).
·         Mantenha a caderneta de vacinação em dia e vá ao posto de saúde se prevenir se você mora nas regiões indicadas.
·         A utilização de roupas com magas e pernas compridas ajudam a evitar picadas.
·         Evitar os locais com suspeita de mosquitos transmissores é importante para a própria saúde e de outras pessoas.

·         Mantenha os locais propícios ao acúmulo de água sempre limpos, livres de lixo, entulho e água. Desta maneira o mosquito transmissor não se reproduz. 
      NÃO SE ESQUEÇA - A TRANSMISSÃO NÃO SE DÁ DE PESSOA PARA PESSOA E NÃO SE DÁ DE MACACOS PARA HUMANOS. PROTEJAM OS MACACOS QUE SÃO TÃO VÍTIMAS QUANTO NÓS, HOMENS
    

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Sobre Dra. Priscila Zanotti Stagliorio: é médica pediatra há mais de dez anos, atua na zona norte de São Paulo, em consultório particular, no Pronto Socorro do Hospital São Camilo – unidade Santana, e na rede Dr. Consulta – unidades Tucuruvi e Santana. Em seu currículo possui diversas participações em congressos, cursos de especialização e atuações em prontos socorros, clinicas e ambulatórios médicos da grande São Paulo – Capital. Oferece curso personalizado para gestantes e mamães com recém-nascidos, com o objetivo de ajudá-las na mais importante missão de suas vidas: ser mãe. Para solicitar informações sobre os cursos escreva para:  priscilazs@yahoo.com.br / dicasdepediatraemae@gmail.com - coloque no assunto a informação que deseja saber e ou solicitar. O consultório está localizado na Av. Leôncio de Magalhães, 395, Santana- SP / 11- 2977-8697.

Colaboração textual:
Jornalista Carina Gonçalves – MTB 48326
JCG Comunicação e MKT
11-4113-6820 / 11-98092-6021 (Oi e Whats)
carinacgoncalves@gmail.com